
Portela volta à Lapa para reverenciar mestres como Candeia e a “Turma do Muro”
No próximo dia 13 de abril, o Departamento Cultural da Portela traz para a noite mais conhecida e movimentada da cidade sua história cantada com aquele jeitinho do subúrbio carioca. A Águia faz a primeira edição aberta ao público do projeto Portela na Lapa no Espaço Multifoco. Uma grande oportunidade para conhecer um pouco mais da história da atual campeã do carnaval.
O evento de lançamento foi em fevereiro apenas para convidados e contou com a presença do presidente de honra, Monarco, e do presidente executivo da escola, Luis Carlos Magalhães, que devem mais uma vez fazer as honras da casa. “A Portela não é uma escola de samba que só vive para o desfile no carnaval; também produz cultura”, afirma Magalhães. O projeto busca resgatar a relação entre o samba de Oswaldo Cruz e Madureira e o tradicional reduto da malandragem carioca. “A idéia é cantar e contar a trajetória da escola”, resume o diretor cultural, Rogério Rodrigues.
Nesta edição o tema é “Carnavais de Guerra e a Chegada da Turma do Muro à Portela”. A década de 40 foi marcada pela Segunda Guerra Mundial e, no samba, pelo heptacampeonato da Águia entre 1941 e 1947, feito jamais igualado. A “Turma do Muro” era formada por um grupo de sambistas que se reuniam nos arredores da rua Dona Clara, do lado oposto à Portela e tinha gente como Candeia, Casquinha, Waldir 59, Picolino, Bubu, Waderlei. Candeia, um dos grandes nomes ganhou seu primeiro samba-enredo na escola em 1953. O desfile de “As Seis Datas Magnas foi apoteótico, merecendo todas as notas máximas dos jurados.
Para falar um pouco sobre a Turma do Muro e a importância da sua chegada para a escola foi convidado o professor João Batista Vargens, autor de livros-referência sobre a história da Portela. Entre eles “Candeia, Luz da Inspiração”, “A Velha Guarda da Portela”, com Carlos Monte, “Casquinha, Andanças e Festanças” e “Monarco, a Dignidade do Samba”. Além de relembrar algumas histórias, ele fará um noite de autógrafos de suas obras a partir de 19h.
A parte musical do evento fica por conta do grupo Praça XI, com um repertório que remete ao tema do encontro e exalta os compositores citados. Vários deles são praticamente desconhecidos do grande público, ainda assim fundamentais para a consolidação do gênero samba como a principal identidade da cultura brasileira.
O Espaço Multifoco é um casarão com dois andares. A música fica no piso superior e no térreo haverá a noite de autógrafos bem como estarão à venda produtos oficiais da Portela e do Departamento Cultural.
A casa abre às 19h e quem ainda não garantiu seu ingresso pode comprar na entrada, por R$ 30.
As demais edições do Portela na Lapa vão ocorrer em 8/6, 10/8, 12/10 e 14/12.
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