
Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz agora é lei
Lá em Oswaldo Cruz, bem perto de Madureira
Todos só falavam Paulo Benjamim de Olveira
O dia 22 de janeiro de 2019 ficará marcado para sempre na história dos portelenses. Foi nesse dia que o prefeito do Rio, Marcello Crivella, sancionou a Lei nº 6.483 criando oficialmente a Área de Especial Interesse Cultural – Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz, reconhecendo a importância da cultura do samba para o bairro em que nasceu a Portela e também para Madureira e arredores.
Ao propor a recuperação e preservação de diversos endereços fundamentais para o universo portelense, a lei, de autoria do vereador Reimont (PT), realiza um antigo sonho do Departamento Cultural da Portela.
O presidente da escola Luis Carlos Magalhães lembra que é fundamental as escolas encurtarem a distância que há entre a sua história e o desfile da Sapucaí. “Não tiro a importância do desfile, mas o mais importante é cuidar da alma da escola. Esse é o papel do Departamento Cultural. A Portela vive assim e se orgulha de ter atividades culturais o ano inteiro. Talvez, agora, esse seja o projeto mais importante, por abraçar toda uma história tão antiga e significativa para a Zona Norte do Rio, para a cidade e para o Brasil. O Perímetro faz parte de um contexto cultural que a escola defende.”
O diretor do Cultural, Rogério Rodrigues, lembra que o primeiro passeio sentimental pelas ruas de Oswaldo Cruz foi feito em 2003. “Desde então, alimento esse sonho. Oswaldo Cruz tem uma história ímpar e totalmente ligada à evolução da Portela. É importante que a comunidade conheça e se orgulhe dessa história”, disse.
O vereador Reimont, quando da sessão solene na Câmara Municipal, onde foi apresentado o projeto, lembrou e enalteceu a atuação do departamento. “Os integrantes do Departamento Cultural estiveram várias vezes em meu gabinete para trocar ideias e mostrar a importância de resgatar a memória dos portelenses. A Portela é uma instituição muito importante para a cultura da cidade.”
A lei agora abre uma série de possibilidades em prol da comunidade da escola e do bairro de Oswaldo Cruz, na medida em que se tem um instrumento legal para facilitar processos de restauração e preservação de memória.
O Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz contempla as seguintes ruas e endereços:
I – Estrada do Portela (antiga Barra Preta), local onde ocorreu fundação do Bloco Carnavalesco Baianinhas de Oswaldo Cruz; onde situava o terreno do bar do Nozinho; o armazém de Sérgio Hermógenes Alves e a chácara de ‘Seu’ Napoleão;
II – Rua Antonio Badajós, local onde residiu Dona Esther no nº 95 e onde situava-se o quintal da Tia Doca no nº 11;
III – Rua Arruda Câmara (atual Rua Clara Nunes), local onde fica a sede da Portela, chamado Portelão, no nº 81;
IV – Rua Carolina Machado, onde viveu e morreu Paulo da Portela no nº 950;
V – Rua Dutra e Melo (atual Rua Manaceia), onde situa-se o quintal do Manaceia no nº 58;
VI – Rua Ernesto Lobão (antiga Rua B), local onde foi fundado o Bloco Carnavalesco ‘Lá se vai minha Embaixada’;
VII – Rua Fernandes Marinho, local onde residiu o compositor Argemiro, no nº 143;
VIII – Rua Joaquim Teixeira, local de fundação do Bloco Carnavalesco Baianinhas de Osvaldo Cruz no nº 157;
IX – Rua Júlio Fragoso, local onde situa-se o quintal da Tia Surica no nº 25, casa 13;
X – Rua Perdigão Malheiros, local onde situava-se o Caxambu do Vieira no nº 88;
XI – Rua Pirapora, local onde morou Antonio Rufino dos Reis no nº 4;
XII – Rua Taubaté, local onde ficava o Rancho Renascença no nº 42;
XIII- Estações de Dona Clara (atual Praça do Patriarca) e de Oswaldo Cruz (antiga Rio das Pedras).
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